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  • Luiz Fernando Sancho dos Reis

Um olhar através da perspectiva masculina





Antes de mais nada, fico lisonjeado em escrever para a Mezcla Mulher e poder falar um pouco do universo feminino, através da minha perspectiva masculina. Falarei do melhor modo [no meu entendimento] e da maneira mais simples possível.


Eu e minha esposa Bárbara nos conhecemos em 2002, quando ela se mudou para Itanhaém, em São Paulo. Até meados de 2008, a gente não tinha muita afinidade, muito pelo contrário. Mas, aos poucos nos aproximamos. Começamos com pequenas conversas que foram evoluindo, até começarmos a falar em namoro. Durante esse processo tomei 3 foras dela. Mas, insisti rsrs.


Começamos a namorar sério em 19 de março 2008. Ficamos noivos e após 3 anos nos casamos, em 3 de abril de 2011. Hoje, não somos mais só o Fernando e a Débora. Agora somos Fernando, Débora, Pedro Augusto e Anne Khaori. O nome do primogênito foi uma união do que ela queria (Pedro) com o que eu queria (Augusto). O nome da Anne já estava definido desde quando namorávamos e Khaori, foi inspirado em uma japonesinha filha de um casal de amigos, que hoje mora no Japão.


Vivemos em um tempo, onde a necessária igualdade entre os sexos é discutida todos os dias e a todo momento. Mas, sabemos que não acontece. Já passou da hora dos homens e mulheres serem tratados como seres totalmente iguais nos seus direitos.


No processo gradativo da evolução, homem é um ser bruto, que recebeu a força física para usar como proteção aos que estão sob seus cuidados. Já a mulher, recebeu o dom de, assim como uma águia, enxergar mais longe e ser mais perspicaz diante das dificuldades. Sabemos que existem diferenças. Mas, precisamos aceitar que em um relacionamento saudável, um tem que complementar e apoiar o outro.


Isso, para mim, fica muito claro num casamento. A diferença entre as personalidades, são gigantescas e os conflitos sempre vão existir. Mas, quando os dois aprendem a estimular o melhor do outro no dia a dia, as coisas se tornam mais simples, mais fáceis e não sobrecarrega ninguém.


Hoje, o casamento é bombardeado por essa coisa de poder e o casal fica numa eterna disputa, como se estivessem em uma competição. A sociedade sempre, desde que mundo é mundo, impôs questões de deveres e responsabilidades dentro do relacionamento. O homem se sente responsável por prover a casa, o alimento, a segurança e o conforto da família. Do mesmo modo, foi imposto à mulher, a missão da organização e limpeza do lar (mantendo-o saudável e agradável para a família) e a arcar, sozinha, com o trabalho pesado que é a educação e os cuidados com os filhos do casal. Mas, como acabei de mencionar, os filhos são do casal. A mulher também precisa da cooperação do seu marido. Hoje não dá mais para exigir divisão de responsabilidades. É preciso existir cooperação entre eles na execução das tarefas. Se colocar no lugar do outro é fundamental! Vejo muito falar em empatia aqui na Mezcla Mulher (minha esposa é uma seguidora fiel). E é isso!! Devemos, sim, acolher, sermos gratos e cooperar com amor.


Quando o casal já está há um tempo junto, é natural sentir vontade de ter um filho. Mas, assim como tudo em nossa vida, a criação dos filhos constitui outro desafio. Como educar, onde estudar, o que incentivar, como impor limites? O diálogo entre o casal tem uma importância enorme. Essas questões, depois de bem conversadas, ficam mais fáceis de serem colocadas em ação.


Os filhos são uma bênção de Deus nas vidas dos pais. Quem não tem, não consegue se imaginar com eles. Quem tem, não consegue mais se ver sem eles. A vida ganha um propósito maior, o trabalho se torna uma obrigação mais definida e isso, por fim, um prazer enorme.



Mas, uma coisa tem que ser lembrada e relembrada: embora tenham filhos, os pais não podem esquecer de que ainda são um casal. Os filhos passam a ocupar quase todo nosso tempo e pensamento. Isso, às vezes, nos faz esquecer um do outro. Sentimos culpa em viajar, em passear sem levar os pequenos.


Conversando com uma amiga sobre isso, recebi um conselho que de início chocou. Mas, depois fez muito sentido: “tirem um tempo para passar um com o outro, sem os filhos. Vão viajar, durmam fora, passeiem e se desliguem um pouco”. Foi quando uma viagem de casal para Ilha Bela [São Paulo] nos fez perceber, que não deixamos de ser pais. Mas, voltamos a ser um casal de namorados e isso é muito revigorante!


A vida de casado é muito desafiadora, mas compensa. A vida, por si só, não é fácil e quem disse que seria? Mas, ter um lugar para chamar de lar, e saber que nesse lar, estão as pessoas mais importantes da sua vida e que do outro lado, o pensamento é recíproco, não tem preço. Vale a pena o esforço e a dedicação para fazer dar certo e, assim, viverem felizes para sempre [como nos contos de fada].


O amor é regado diariamente. Regue seu amor com gratidão, com escuta, compreensão, incentivo, parceria e colo. Alimente a magia do namoro, principalmente depois do casamento.



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