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  • Kitty Lopes

Luz, Câmera, Ação!


A década de 1980, foi muito intensa para mim. Nela, saí da infância para a adolescência e para a fase adulta. Amava Roupa Nova, Cazuza, Legião Urbana, A Cor do Som e Fábio Jr (meu primeiro amor platônico).


Existia uma atmosfera diferente no ar. Uma sensação gostosa de liberdade, de brincadeiras inocentes na rua [e seguras], de amizades que duravam uma vida toda. Resolvíamos nossos problemas ali, na hora. Nada ficava para depois.


Fui uma criança observadora e uma adolescente que amava ler e escrever. Não podia ouvir uma música que copiava a letra, repetindo várias vezes a fita cassete rsrs. Copiava no meu caderno frases de filmes que me tocavam a alma. Me deliciava no “mundinho” que era só meu.


Me casei muito nova, em 1989. Meus pais tiveram que autorizar no cartório, porque ainda não tinha completado 21 anos. Tive meu primeiro filho e aos 23 me separei. Dez anos depois nasceu minha filha, de um outro relacionamento que também acabou, restando a amizade.


Levei muito tempo para perceber que não somos metade de ninguém. Nascemos inteiros, não pela metade! Quando entendemos isso, a gente para de criar expectativa no outro.

E o que acontece? Nos tornamos protagonistas da nossa vida. A minha felicidade, destino, seja lá o nome que for, está nas minhas mãos. E isso é libertador. Então, “Luz, Câmera, Ação”! Sou em quem dirijo o filme da minha vida!



Sou publicitária, jornalista, trabalho com cinema. O universo da comunicação me move, me completa. Tive [e ainda tenho] vários encontros e experiências especiais. Mas, uma em particular mexeu comigo - o dia da banca de apresentação da minha tese de pós-graduação, há 5 anos. Na plateia, emocionados e orgulhosos, estavam meus filhos Luiz e Lorena. Vendo aquela cena, constatei o quanto é maravilhoso educar pelo exemplo. Tenho um amor profundo e genuíno por eles dois!


E por falar em amor, sinto também pela natureza e pela liberdade. Quando falo em liberdade, não quer dizer que você só experimente quando está só. Tenha por perto alguém que não “corte” suas asas. Que admire e incentive os seus voos. Seja esse alguém um familiar, um amigo ou um amor.


Falo isso, porque perdemos muito tempo com pessoas, coisas e pensamentos que não valem a pena. Deixe ir. Isso traz leveza à alma. Pratique a autoestima, o autocuidado e você saberá identificar o que não te faz bem. Desde cedo aprendi a amar a minha companhia.



Com isso, percebi que há outras coisas no caminho, momentos que são meus e que não abro mão.


O trabalho na Mezcla Mulher, idealizado pela minha querida amiga a jornalista Liana Azeredo e eu, me encanta e estimula diariamente! É uma plataforma feita por mulheres para mulheres, de uma importância e uma força gigantesca! É um espaço feito com muito amor e carinho, que fala do nosso universo feminino. Um lugar de escuta, pois dá voz a muitas de nós. Eu e a Lia, temos aprendido muito com essa experiência!


Tenho muito respeito e carinho pela minha trajetória. Tudo o que aconteceu na minha história, de bom e de ruim, me fez ser quem eu sou hoje!

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