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  • Mariam Abed Ali

Jornada do autocuidado – Relacionamentos


É preciso entender que relações saudáveis não são feitas de brigas, discussões, posse, manipulação, controle. O que acontece é que estamos mais propícios a nos relacionar com aquilo que seja FAMILIAR e não com o que de fato vai nos fazer bem, mas podemos quebrar esse padrão.


Relações conturbadas são as frágeis, tóxicas e [em muitos casos] abusivas. As saudáveis são de parceria, amizade, respeito, confiança, diálogo e disposição. Numa matemática bem resumida, é tudo aquilo que impulsiona individualmente e os dois, ao crescimento. Valores e princípios são pontos de base e, no mais, não é sobre concordar com tudo ou ter todos os pontos em comum com a pessoa que você se relaciona. É sobre quando discordar, fazer com amor.


Disposição para entender, para agir, dar colo ou fazer um chá naquele dia mais exaustivo. Quem sabe, abrir um vinho e falar sobre como a vida é “engraçada”. Diálogo é chave e o segredo para virar essa chave, é a compreensão.


É preciso abaixar a guarda para que haja “olhos nos olhos”. Janela clichê da alma, mas traz verdades para que a resolução do problema se faça presente e não gritar mais alto quem tem razão. As pessoas viveram experiências distorcidas sobre o que é o amor, amar e ser amado. O que alguns acreditavam serem “borboletas no estômago”, eram a ansiedade gerada por vícios de sentimentos agitados, que nos tiram a paz e que nos fizeram acreditar ser AMOR. E, por vezes, fica difícil identificar que um relacionamento pacífico, tranquilo e calmo, possa trazer fortes emoções positivas e aprendizados nas situações negativas. Sentir “borboletas no coração” mesmo.



Autoconhecimento é fundamental para conseguir identificar o teu ego gritando, o que você acha que PRECISA, por falta de algo interno. E é onde você consegue identificar também, a sua essência agindo, você transbordando, multiplicando, e não faltando.


Relacionamento é escolha. Escolher estar com alguém, é diferente de precisar estar com esse alguém. Linha tênue para criar uma dependência emocional. Quando alguém escolhe com coração, tendo uma conexão, é genuinamente prazeroso dividir a vida e multiplicar experiências com aquela pessoa. A escolha mútua é pelo que o outro é! É como aquela história “A presença dessa pessoa me traz MAIS felicidade, me mostra um mundo MELHOR, me faz enxergar ALÉM, me INCENTIVA, me APOIA, me MOTIVA.” ACRESCENTA e complementa a tua existência! A reciprocidade se instala, você também se doa.





Às vezes, falsamente preenche-se um vazio e cada vez mais vira uma relação “sanguessuga”, de posse. “A pessoa me COMPLETA. Sem ela, eu não sou nada. Sem ela, eu não existo. Sem ela, eu não posso.” Esse é um cenário repleto de falta de reciprocidade e mesmo numa relação monogâmica o esforço, muitas vezes, é unilateral. Existem egos feridos! E nessa briga de egos, perde quem tem mais. Vulnerabilidade diante de quem te aceita como você é, não se torna fragilidade nos olhos de quem te enxerga.


Não quero um tapete vermelho e holofotes. Conforme esse caminhar, te mostro o meu habitat. Como conserto e não descarto. A vida é luz e te mostro como canto quando as dores vêm. Abraço é cura. Eu te elevo conforme subo os degraus. Ninguém fica para trás, nem compete à frente. É lado a lado. Cada qual com sua vitória individual aplaudida em conjunto. E, à dois, os sonhos realizados. Cada qual com as suas dores e processos, com seus defeitos e efeitos. Não com objetivo de apontar erros alheios, mas indo com respeito de encontro a evolução individual em conjunto.


Por confiar na minha essência, peço com delicadeza que abra a porta e me convide para entrar. Conhecer o corredor, a sala e o quarto da tua casa e, intimamente, o teu coração.

Você não é um corpo, você tem um corpo. Você é ALMA. A nudez da alma é a mais difícil de ser enxergada. Saber quem sou, me dá a liberdade de mostrar o calor do meu ser. É com respeito e jeito para que possa sentir.


Mas, no lugar onde a porta bate em meu rosto, minha vulnerabilidade não será mais vista. O amor não é a resposta, o amor é o caminho. É com amor. E o amor-próprio, é o primeiro que temos que ter, para podermos nos relacionar com outra pessoa de uma maneira saudável. Autoconhecimento é saber se permitir, com toda a delícia e complexidade de ser. E ficar. Mas, saber onde e quando ficar. Sua liberdade começa quando você entende os seus limites e os acolhe. Age com coração e sinceridade, quanto ao teu amor e o do outro.



Simplesmente, isso tudo, é sobre transbordar amor!

Com carinho,



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