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  • Daniela V. M. Andrade

A capacidade de superação faz parte da identidade feminina. Covid 19, eu venci!


Não viajei, não aglomerei e peguei a COVID 19.

A minha consciência está tranquila. Tive sintomas leves, e graças a Deus ele não pegou meu pulmão, mas deixou sequelas. Estou tratando com remédios, fisioterapia vestibular e respiratória uma infecção do nervo localizado na cabeça que chama "Neurite vestibular “. É um distúrbio do sistema vestibular (a parte do canal do ouvido responsável por controlar o equilíbrio do nosso corpo). Não é labirintite, mas da muita tontura, e foi ai que ele pegou. Além dessa sequela, meu olfato e paladar não estão 100%. Não sinto na sua totalidade o cheiro das coisas e o gosto daquele bolo de chocolate não é mais a mesma coisa. Final da tarde, sinto muita fadiga. Parece que corri uma maratona. Tenho lapsos de memória também e para ajudar, estou lendo e escrevendo bastante.

Fiquei internada por 7 dias tomando cortisona, soro e outros remédios.

Nesse período, escrevia todos os dias no meu caderno como estava me sentindo. Foi uma forma de desabafar dado que estava sozinha naquele quarto de hospital. Conversei com todos os enfermeiros, enfermeiras e auxiliares que cuidaram de mim do setor dos “covidados” e eles estão cansados. A maioria já pegou o vírus e também tiverem sequelas. Um deles me disse : “você é um antes de ter esse vírus, e se torna outro depois. Você não é mais o mesmo. Eu me sinto esquisito até hoje.”

Minha enorme gratidão a todos os profissionais de saúde que são os verdadeiros heróis . Quando tive alta, fiz questão de deixar uma lembrancinha para cada um deles. Vivenciei dentro de um hospital tudo que eu ouvi e vi em 2020 através das reportagens, jornais, sites e afins e posso afirmar que é real.

Um mês que peguei o COVID. Me sinto bem melhor. Não conseguia nem andar que tudo rodava, hoje, já consigo caminhar. Não posso dirigir, ainda não estou trabalhando e tomo banho sentada. Estou inchada por conta da cortisona e ganhei 4kg, mas aos poucos o corpo começa a eliminar todas essas drogas. O psicológico e o emocional dão uma abalada. Muitas vezes senti medo de não conseguir superar tudo isso. Tive ansiedade leve, mas me apeguei em Deus, no meu anjo da guarda e no meu pensamento positivo.

Sinto que meu ano ainda não começou e que “estou parada no tempo” desde quando peguei o vírus, mas o que me da forças também é a minha mãe, minha família , meus amigos.

Assim que ficar totalmente curada, quero fazer um voo de parapente para comemorar a vida. Ando refletindo muito sobre quem sou, o que preciso melhorar, qual a minha missão aqui na terra, e o porque aconteceu isso comigo sendo que me cuidei tanto. Tenho descoberto muitas coisas e fico feliz com isso. Acredito que estamos aqui para evoluir. Descobri também que nem todas as pessoas te querem bem como você quer bem a elas. Dizem que nas horas difíceis que você vê quem é quem. Se deparar com essa realidade machuca, mas é libertador, é um livramento. Quem tem que ficar, fica.

Em contrapartida, estou colhendo novos amigos. Estou mais da metade da minha jornada de cura e sigo na paciência, resiliência, esperança e fé. Nós mulheres somos fortes , a ciência comprova: “mulheres são mais fortes que os homens” principalmente em tempos de crise. A vida moderna exige outra capacidade, que nós possuímos. Mãe, esposa, dona de casa e trabalhadora em tempo integral. Nós mulheres aguentamos muito mais do que pensamos conseguir.

A capacidade de superação faz parte da identidade feminina.

Daniela V. M. Andrade - Publicitária.




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